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A
Aldeia Saloia de José Franco
O barro, como principal matéria prima do artesanato da região
saloia, tem assumido um protagonismo na obra de um oleiro que dá
pelo nome de José Silos Franco, nascido na aldeia do Sobreiro,
do Concelho de Mafra, no ano de 1920.
De família humilde, o barro foi-lhe sempre familiar, mormente na
economia caseira, pois já a sua mãe vendia peças
de olaria utilitária, que ela mesma criava e produzia.
A sua paixão pela olaria encontrou na mulher com quem se casou,
o indispensável complemento de ajuda e participação
criadora, possibilitando a este casal de excepção, lançar-se
na construção de um Museu vivo, que ilustra as tradições
artesanais, nos usos e costumes da sua terra saloia.
Segundo determinados autores, a origem da palavra "saloio" provém
do termo árabe "cahroi", e quer dizer o habitante do
campo, por oposição à terminologia homem da
cidade. Já a saudosa Beatriz Costa reclamava esta origem,
entendendo-se a nobreza do significado, pelas qualidades extremas dos
habitantes dos Concelhos de Loures, Sintra, Mafra, Torres Vedras, Alenquer
e áreas limítrofes de Lisboa, Oeiras e Cascais, porventura
um território demasiado extenso para que o termo possa ser usado
com ironia depreciativa, sem o risco de envolver mais de um milhão
de pessoas.
Neste alargado território administrativo, houve durante os séculos
XII e XIII, um processo de miscigenação, provocado por emigrantes
francos e flamengos, de tez aloirada, que se misturaram com os residentes
moçoárabes afonsinos e mais tarde aprofundado com a chegada
de 50.000 trabalhadores de todo o Pais e do estrangeiro, para trabalharem
na construção do Convento de Mafra e que aqui permaneceram
e em parte se fixaram.
É esta mistura de culturas, ingenuidades e caricaturas, que a obra
de José Franco regista para a posteridade de coleccionadores e
a curiosidade pública, através da reprodução
minimalista e miniaturista, exibida pelos quadros da "sua" Aldeia
Saloia do Sobreiro.
No entanto o oleiro artista procurou outras formas e novo rumo na pesquisa
da técnica de trabalhar o barro. Assim, a Arte Popular e a Arte
Sacra, vieram coroar uma obra extensa e rica, com a produção
de peças de grande valor artístico e monetário, a
que somente os eleitos puderam chegar quando Mestre José Franco
ainda não recusava encomendas cuja produção, devido
às quantidades exigíveis, já não pode assumir
o compromisso.
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Texto
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J. Osório de Castro
e D. Batalha |
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Fotografia
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Francisco Almeida Dias |
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Formato
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220x255 e 12 pág. |
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Preço capa
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5 € |
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Ano de edição
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2000 |
| Títulos |
Tipologia |
Idioma |
C. Artigo |
C. Barras |
| A Aldeia Saloia de José
Franco |
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Português
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03.052
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978972918172-1 |
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