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Caldas
da Rainha

Um afloramento de águas termais de excepcional
qualidade determinou, no dealbar do século XV para o século
XVI, o aparecimento de uma nova povoação inicialmente designada
Caldas de Óbidos e, mais tarde Caldas da Rainha, lugar situado
num vale que corre paralelamente à Serra dos Candeeiros, com uma
orientação nordeste/sudoeste e tendo por limites Nazaré
e Olho Marinho.
A reconquista do território ocupado pelos árabes, em cujo
quadro se formou o Reino de Portugal, inverteu o sentido do movimento
de penetração e desenvolvimento, mas rapidamente se aproximou
do anterior eixo de articulação econónico-cultural,
ou seja o Vale do Tejo, constituindo-se um extenso senhorio, atribuído
no século XII aos monges de Cister, com sede em Alcobaça.
Em data posterior, foi a perda de influência de alguns núcleos
populacionais Óbidos, Cadaval e Atouguia, em detrimento
de novos pólos, que determinou a fundação no ano
de 1485 das Caldas da Rainha que, ainda designada pelo topónimo
de Óbidos, já era um lugar muito procurado por enfermos
das mais diversas classes sociais.
A degradação das termas caldenses, já referidas em
documento datado do ano de 1222, motivaram a preocupação
do Rei D. Afonso V e da Rainha D. Leonor, mulher de D. João II,
a quem coube a decisão de fundar o Hospital de Nossa Senhora do
Pópulo.
O século XVIII transformou, nas classes abastadas, o conceito de
"ir a águas", no abrangente significado de "mudança
de ares" e o século XIX trouxe às Caldas da Rainha
aristocratas e burgueses de toda a Península Ibérica, deputados,
militares e intelectuais.
Um novo administrador contratado em Novembro de 1888, pelo Governo de
então, o arquitecto Rodrigo Maria Berquó, determinou a criação
do actual Parque e o abastecimento de água potável às
termas, factores que provocaram um forte crescimento urbano. Outras repercussões
teve o desenvolvimento das Caldas da Rainha, mormente em termos culturais
e, no princípio do século XIX, surgiu uma indústria
de barro cujas peças utilitárias mais sofisticadas, tornaram
conhecida em todo o País e mesmo no estrangeiro, a sua produção
cerâmica.
Desde 1927 que as Caldas da Rainha têm o estatuto de Cidade quando
o Concelho atingia o índice de 28.000 habitantes. Então,
viu-lhe associados nomes de grandes artistas de expressão plástica,
como Rafael Bordalo Pinheiro e José Malhoa, enquanto a intensa
actividade económica e um registo cultural impressionante, traduzido
na existência de dois Museus e um Centro de Artes, permite à
Cidade não ficar prisioneira da sua primeira grande referência:
as termas.
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Texto
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João Bonifácio
Serra |
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Fotografia
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V. Vinagre e J. A. Silva |
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Formato Brochura
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Não editada |
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Formato caderno
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215x255mm e 24 pág. |
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Preço capa brochura
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Não editada |
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Preço capa caderno
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5 € |
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Ano de edição
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1997 |
| Títulos |
Tipologia |
Idioma |
C. Artigo |
C. Barras |
| cadernos Locais de História |
caderno |
Português |
02.028
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978972918145-4 |
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Books of Local History
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caderno |
Inglês |
02.033
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não atribuido |
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