Paço Ducal de Guimarães

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caderno

Por volta do ano de 1422, terão começado as obras de construção do Paço dos Duques de Bragança que, em 1438, começou a ser habitado pelo seu fundador, o Infante D. Afonso, filho bastardo de D. João I, com a segunda mulher, D. Constança de Noronha. Não se sabe ao certo quem mais ali viveu. Sabe-se isso sim, que D. Afonso faleceu em 1461 e D. Constança em 1480. Com a morte do casal, o berço de Bragança entrou numa fase de profunda ruína, até 1807, ano em que foi adaptado para quartel militar.

Durante 128 anos, por aqui passaram cerca de 20 unidades militares até que, em 1935, saíram as últimas guarnições. Em 1937, tiveram início as obras de restauro e em 1959, exactamente 831 anos depois da Batalha de São Mamede, o Paço Ducal de Guimarães reabriu as portas com todo o simbolismo original.

A recuperação de tão importante peça gótica, possivelmente inspirada nas construções normandas, sob a égide do Mestre Antom, reconcentrava nesta Cidade o altar da nacionalidade, pois situa-se aqui o berço do Condado Portucalense e do primeiro Rei de Portugal e finalmente, da Casa de Bragança. Não foram muitos, mas todavia marcantes, os actos solenes que tiveram neste Paço o seu palco, tendo perdido alguma importância, com a mudança para Arraiolos e Vila Viçosa, da principal residência dos herdeiros do primeiro Duque.

Desde Bragança a Penafiel, de Barcelos a Montalegre e de Chaves a Guimarães, terras e privilégios, eram pertença desta poderosa Casa, que fora inspirada por D. Nuno Álvares Pereira, 7º Conde de Barcelos e cujos planos de expansão foram interrompidos com a morte da filha, D. Beatriz, em Chaves, após um parto que lhe foi de consequência fatal.

No ano seguinte, em 1414, D. Afonso partiu à frente das tropas que conquistaram Ceuta e após o regresso em 1420, casou em segundas núpcias com D. Constança de Noronha, filha do Conde de Gijon, jovem menina de 16 anos, para um marido já cinquentenário e a quem foi dado pelo povo, o epíteto de "santa duquesa", devido à sua caridade para com os enfermos, mas porque também já em parte o merecia, pois a seu marido fora atribuído em 1442, pelo irmão, D. Pedro, o título de 1º Duque de Bragança.

Finalmente e depois de inadequadas utilizações, para a nobreza histórica deste Paço, foi ordenado em 1933 o seu restauro, tendo começado as obras no ano de 1937, com a sua integração no património do Estado.

Texto
Barroso Fonte
Fotografia
Luzes da Ribalta
Formato Brochura
220x255x10mm e 114 pág.
Formato do caderno
215x255mm e 16 pág.
Formato monografia
215x255mm e 16 pág.
Preço capa do caderno
5 €
Ano de edição
1994

Títulos Tipologia Idioma C. Artigo C. Barras
Paço Ducal de Guimarães caderno Espanhol
02.024
não atribuido

Paço Ducal de Guimarães

caderno Português
02.023
978972918125-X
Paço dos Duques de Bragança brochura Poliglota
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