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Pousada
Rainha Santa Isabel

A origem desta Vila alentejana permanece nebulosa,
mas sabe-se que teve ocupação árabe e poderá
haver alguma relação toponímica com a designação
da Serra de Stormoce, referida numa carta de doação do Rei
D. Afonso II, datada de 1211 o cronista Rui de Pina, afirma que
o Rei D. Afonso III, mandou que se constituísse e povoasse esta
Vila.
O Castelo terá sido construído no reinado de D. Afonso IV
mas, segundo Túlio Espanca, nela participaram igualmente os reis
D. Pedro e D. Fernando, tendo este último mandado adaptá-lo
para Paço Real, passando a ser considerado um expressivo modelo
de arquitectura militar medieva, comparável aos de Bragança
e de Beja.
A actual Pousada foi cenário de importantíssimos acontecimentos
que atravessaram a história política de Portugal, ao longo
dos três séculos que mediaram entre a sua construção
e destruição.
Daqui saíram os embaixadores que, enviados por D. Dinis, preparariam
o seu casamento com D. Isabel, filha do monarca aragonês e mais
tarde conhecida e adorada pelo povo como a Rainha Santa. Já viúva
do Rei, fenece em Estremoz, cinquenta anos mais tarde, após uma
viagem muito cansativa, desde Santiago de Compustela para tentar mais
uma vez a pacificação entre o seu filho o Rei D. Afonso
IV e o seu neto o Rei D. Afonso XI.
É nesta fortaleza, transformada em Paço Real pelo Rei D.
Fernando, que recaem as primeiras suspeitas de envolvimento amoroso entre
a Rainha D. Leonor e João Fernandes Andeiro, fidalgo galego envolvido
em negociações secretas com Inglaterra e Castela, aqui escondido
pelo Rei, quando duma permanência dos monarcas em Estremoz.
Após ter assassinado em Lisboa o Conde de Andeiro e na sequência
da insurreição nacional contra os castelhanos, D. João
I nomeia D. Nuno Álvares Pereira fronteiro-mor do Alentejo, transformando-se
Estremoz em centro estratégico de operações militares
e donde o Condestável parte com os seus "alentejões"
para os recontros de Atoleiros e Aljubarrota, voltando o Mestre de Aviz
a Estremoz para, em 1416, ser aclamado pelas Cortes reunidas, como Rei
de Portugal.
E é ainda no Castelo, que o Rei D. Manuel I vem entregar ao Almirante
Vasco da Gama, a residir na Vila, o comando da frota que partiria à
descoberta do caminho marítimo para a Índia.
Após diversas vicissitudes que determinaram utilizações
menos nobres deste Castelo marcado por um protagonismo cénico da
História de Portugal, os edifícios da Armaria Real, foram
adaptados para a Pousada da Rainha Santa Isabel, durante as décadas
de sessenta e setenta do século XX.
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Texto
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Joaquim Vermelho |
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Fotografia
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Luzes Ribalta / Júlio
Gil |
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Formato
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220x255x8mm e 80 pág. |
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Preço capa
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14 € |
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Ano de edição
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1992 |
| Títulos |
Tipologia |
Idioma |
C. Artigo |
C. Barras |
| Palácio de Seteais |
brochura |
Poliglota
Português
Espanhol
Inglês
Alemão |
02.017
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978972918103-9 |
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