|
Sintra
- Palácio Nacional
Situado em plena Serra de Sintra, cuja paisagem deslumbrante foi descrita
pelo poeta inglês Byron, como um grandioso "quadro de magia",
este Palácio é sobretudo, a expressão viva da sensibilidade
romântica de D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha, um Rei artista que,
tendo nascido estrangeiro, nem por isso menos compreendeu os valores da
cultura portuguesa, por ele profundamente venerados.
No local onde o Palácio foi edificado, existiu uma gruta encravada
num alteroso rochedo e na qual, diz-se, houve uma aparição
da Virgem Maria. Por isso ali se edificou, uma minúscula capela
dedicada a Nossa Senhora da Penha e de cuja devoção eram
fieis os Reis D. João I e D. João II e também D.
Manuel I, que mandou construir um convento, em estrutura e revestimento
de madeira, entregue à Ordem de S. Jerónimo, vindo a ser
substituída por outra construção mais sólida,
em cantaria e abóbada, dividindo-se os cronistas quanto à
autoria do risco o arquitecto João Potassi, para uns, ou
o arquitecto francês, originário de Languedoque, Diogo Boytaca,
para outros.
Quase destruído pelas frequentes tempestades, a que a serra foi
atreita, ainda pelo terramoto de 1755 e mais tarde, pelo uso dado no período
das invasões francesas e pelas consequências das lutas entre
absolutistas e liberais, o Convento e terrenos anexos, onde se incluía
o antigo Castelo dos Mouros, foi adquirido pelo Rei D. Fernando, príncipe
consorte, de ascendência austro-húngara, que desposou a nossa
Rainha D. Maria II, na sequência da venda cedida por um particular
arruinado e que antes se tornara seu proprietário, após
a extinção das ordens religiosas, aquando da Revolução
Liberal.
Numa primeira fase, as obras empreendidas, tiveram como objectivo adaptar
o antigo convento, para residência de Verão do monarca, seguindo-se
quase de imediato, por influência de um artista alemão
o Barão de Eschwege, obras mais ambiciosas que o transformaram
num Castelo-Palácio, de estilo romântico integrado nas ruínas
quinhentistas.
Herdado pela Condessa de Edla, de nome Elisa Hensler, cantora de ópera
por quem se apaixonou D. Fernando e com quem casou após enviuvar
por morte da Rainha, foi transferido para o património do Estado,
por ordem do Rei D. Luís, pressionado pela opinião pública
e, finalmente, o Palácio-Castelo foi classificado já no
advento da República, como museu, recebendo oficialmente a designação
actual.
|
Texto
|
Ana Maria de Arez Romão
e Brito Correia |
|
Fotografia
|
Francisco A. Dias e M.
Palma |
|
Formato da brochura
|
220x255x10mm e 88 pág. |
|
Formato do caderno
|
215x255mm e 16 pág. |
|
Preço capa da brochura
|
17 € |
|
Preço capa de caderno
|
5 € |
|
Ano de edição
|
1994 |
| Títulos |
Tipologia |
Idioma |
C. Artigo |
C. Barras |
|
Sintra, Palácio Nacional
|
caderno |
Português |
02.021
|
978972918134-9 |
| Palácio Nacional de Sintra |
brochura |
Poliglota
Português
Francês
Inglês
Alemão |
02.015
|
978972918116-0 |
|