Mosteiro da Batalha

brochura
caderno

A véspera do dia da Batalha de Aljubarrota, recaiu no dia da Assunção de Nossa Senhora e por isso, o Rei D. João I invocou a Virgem Maria para interceder junto de Deus, no sentido de dar a vitória aos portugueses que, no dia seguinte travariam contra os castelhanos, numa batalha decisiva para a independência do reino.

Foram esta premissa e a operação militar, a justificação para atribuir as designações de Mosteiro de Santa Maria da Vitória ou, mais commumente Mosteiro da Batalha, ao monumento que perpetuou a graça concedida e cuja construção foi iniciada muito provavelmente no ano de 1388.

O Rei doou o Mosteiro, mesmo antes de terminada a construção, à Ordem de São Domingos, para o que muito contribuíram Frei Lourenço de Lampreia e João das Regras, tendo adquirido a Quinta do Pinhal propriedade de Egas Coelho e de sua mãe Maria Fernandes de Meira, em terrenos situados num vale próximo do local onde se travou a batalha da sobrevivência da Nação portuguesa, contíguos a uma povoação de nome Canoeira, por ser numa área bem provida de água, arvoredo e pedreiras, ou seja, com condições logísticas favoráveis à edificação do monumento.

Até ao ano de 1834, o Mosteiro foi casa conventual dos frades pregadores mendicantes e na consequência da extinção das ordens religiosas, os seus bens móveis e imóveis foram incorporados na Fazenda Nacional.

O longo período de duração das obras que, em ciclos diversos atingiu o século XVI, motivada por acrescentos sucessivos ao plano inicial, ocasionou que o Mosteiro apresente propostas artísticas de três estilos – gótico, predominante, manuelino, sobretudo na zona das Capelas Imperfeitas e renascentista, limitado ao respectivo Panteão.

Sendo um dos mais vastos conjuntos conventuais da Idade Média, o Mosteiro apresenta um grupo construtivo, que inclui uma igreja de grandes dimensões, dois panteões reais, que são a Capela do Fundador e as Capelas Imperfeitas e os claustros Real e de D. Afonso V.

Vários foram os Mestres sucessivamente contratados desde o início da construção, dos quais os mais referidos foram Afonso Domingues, Huguet, Martim Vasques e Mateus Fernandes, este último arquitecto do período manuelino, que teve direito a túmulo na zona de entrada da Igreja do monumento. A importância desta sepultura, atesta-se pelos currículos dos anteriores – o cavaleiro D. Digo Gonçalves de Travassos, participou na conquista de Ceuta e foi conselheiro do Infante D. Pedro e Martim Gonçalves participou na Batalha de Aljubarrota, onde salvou a vida ao Rei D. João I.

Texto
Sérgio Guimarães Andrade
Fotografia
A. Cabrita e D. Ferreira
Formato brochura
220x255x10mm e 104 pág.
Formato caderno
215x255mm e 16 pág.
Preço capa caderno
17 €
Preço capa caderno
5 €
Ano de edição
1998

Títulos Tipologia Idioma C. Artigo C. Barras
Mosteiro da Batalha caderno Português
02.010
978972918109-8
Monasterio de Batalla caderno Espanhol
02.013
não atribuido
Batalha Monastery caderno Inglês
02.035
não atribuido
Kloster von Batalha caderno Alemão
02.034
não atribuido
Monastero della battaglia caderno Italiano
02.039
não atribuido
Sta Maria da Vitória, Batalha brochura Português
02.009
978972918114-4
Batalha Monastere brochura Francês
02.036
não atribuido
Batalha Monastery brochura Inglês
02.037
não atribuido