Convento de Cristo

brochura
caderno

O Convento de Cristo e o Castelo dos Templários, constituem uma unidade histórica e artística, tendo sido instalada neste último, a sede da ordem dos Templários e quando foi extinta por decisão papal, logo de imediato o Rei D. Duarte a fez substituir pela Ordem de Cristo, que manteve o suporte material financeiro e ideológico e que esteve na génese da saga dos Descobrimentos Portugueses.

A Ordem dos Templários foi instituída em Jerusalém, no ano de 1118, pelos cavaleiros franceses Hugues de Payns Geoffroy de Saint-Omer e instalada num dos desfiladeiros que ligavam a Cidade Santa ao mar O Rei Balduíno II, assumiu a sua protecção, recolhendo os membros da Ordem num seu palácio, onde teria existido o Templo de Salomão, advindo-lhes dessa referência, uma outra designação – Milícia dos Pobres Cavaleiros do Templo de Salomão, ou mais simplesmente, Milícia de Jesus Cristo.

Criada sob o espírito das Cruzadas, esta Ordem militar teve a sua regra inicial, redigida pelo Abade de Claraval, Bernardo de Fontaine, conhecido por São Bernardo, grande mentor da ordem de Cister, que resultou da cisão da Ordem Beneditina, cujos ramos foram as reformas de Cluny e Cister, nos séculos X e XI respectivamente.
A construção do Convento de Cristo desenvolveu-se a partir da Charola, primitivo oratório usado pelos Templários, erguendo-se primeiro os claustros do Cemitério e da Lavagem, projecto de ampliação que está associado ao Infante D. Henrique, ao tempo governador e administrador da Ordem.

A dimensão arquitectónica e monumental do Convento, é atingida mercê da construção de mais seis claustros, grandes corredores onde se instalaram as celas para abrigar os frades, a cozinha e o refeitório, as cisternas e os espaços para armazenagem, desenvolvimento que foi obtido depois de introduzida a reforma dos estatutos da Ordem, realizada no século XVI, por Frei António de Lisboa, tendo sido arquitectos das sucessivas fases de ampliação, João de Castilho, Diogo de Arruda, Diogo de Torralva, Filipe Tércio, este nomeado por Filipe II de Espanha, que aqui foi aclamado Rei de Portugal e finalmente Pedro Fernandes de Torres.

Alteraram-se a partir do final do século XVII, os motivos da existência da Ordem de Cristo e do seu vasto poder económico. No dealbar do século XIX, a conjuntura política da época, com a nova ideologia do liberalismo, determinou que a Ordem fosse extinta e encerrado o Convento mas, durante o período de utilização privada que se seguiu, não houve desrespeito pelos espaços de maior significado artístico.

Texto
Luís Santos Graça
Fotografia
Francisco Almeida Dias
Formato da brochura
220x255x10mm e 96 pág.
Formato do caderno
215x255mm e 16 pág.
Preço capa da brochura
17 €
Preço capa do caderno
5 €
Ano de edição
1994

Títulos Tipologia Idioma C. Artigo C. Barras

Convento de Cristo

caderno Português
02.018
978972918113-6
Convento de Cristo caderno Espanhol
02.016
não atribuido
Christ’s Convent caderno Inglês
02.030
não atribuido
Convento di Cristo caderno Italiano
02.031
não atribuido
Convento de Cristo brochura Poliglota
Português
Francês
Inglês
Alemão
02.008
978972918108-X