Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça

brochura
caderno

De acordo com a lenda, D. Afonso Henriques fez voto de doar à Ordem de São Bernardo, as terras que se avistassem da Serra de Albardos, se fosse alcançada a vitória na tomada de Santarém aos mouros mas, no entanto, esta promessa baseou-se, certamente, num acto de estratégia política, porque o Rei Fundador necessitava do reconhecimento do Papa, para o reino que acabara de fundar e a Ordem tinha enorme influência no centro político da época, que era o Vaticano.

A ordem dos monges de Cister, ou Monges Brancos, devido ao hábito usado, resultou da cisão da Ordem Beneditina, fundada por São Bento no século V e chegou ao século XII com a influência alargada a toda a cristandade, devido à austeridade e à organização interna vividas nos seus conventos e também pela acção directa de Bernardo de Fontaine, conhecido por São Bernardo.

O novo Mosteiro, instalado nos Coutos de Alcobaça, alargou de tal forma o poder de governar as populações da região, graças às doações do filho e do neto de D. Afonso Henriques, logo após chegados ao trono real que, em pleno século XIV, a Ordem de São Bernardo já era proprietária de treze vilas, com quatro portos de mar, tendo aumentado substancialmente o índice demográfico, através de processos de povoamento muito expeditos e desenvolvido economicamente as populações, a ponto de nos forais concedidos, os monges terem dado um forte contributo para o estabelecimento das primeiras leis agrícolas portuguesas.

Alguns desentendimentos da Abadia do Mosteiro com as populações, levaram D. João I a sustentar a cobiça real por tão grande extensão de terras, com base numa queixa de camponeses, rendeiros e artesãos, contra a prepotência dos seus senhores e assim, transfere para o Arcebispo de Lisboa e os seus "abades comendatários", a gestão das propriedades do Mosteiro, a troco de uma renda anual, que à Coroa bem convinha.

Os dois filhos de D. Manuel I, um deles o Cardeal D. Henrique, que reinou episodicamente Portugal, foram nomeadas para a gestão das terras e esse facto trouxe acalmia e um novo impulso de desenvolvimento às terras e populações e ao próprio Mosteiro que recebeu importantíssimas obras de enriquecimento decorativo, no reinado de D. João IV, durante o qual a sua estrutura foi reposta, de acordo com o modelo anterior e um novo surto de construção faz atingir um fausto tal que, entre outros visitantes e convidados ilustres, o inglês William Beckford, não lhe poupou merecidos elogios.

Com a extinção das ordens religiosas, também o Mosteiro de Alcobaça perde grande parte do seu património, e a livraria, considerada uma das maiores do reino, foi desfeita e o respectivo espólio distribuído pela Biblioteca Nacional e pela Torre do Tombo.

Texto
Maria Augusta Pablo Trindade Ferreira
Fotografia
Francisco Almeida Dias
Formato brochura
220x255x8mm e 78 pág.
Formato caderno
220x255mm e 16 pág.
Preço capa brochura
14 €
Preço capa caderno
5 €
Ano de edição
1994

Títulos Tipologia Idioma C. Artigo C. Barras

Mosteiro de Sta. Maria Alcobaça

caderno Português
02.006
978972918101-3
Mosteiro de Sta. Maria Alcobaça caderno Espanhol
02.014
não atribuido
Mosteiro de Sta. Maria Alcobaça caderno Italiano
02.038
não atribuido
Mosteiro de Sta. Maria Alcobaça brochura Poliglota
Português
Francês
Inglês
Alemão
02.002
978972918100-4