Mafra - Palácio Nacional

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Conforme a tradição e crónicas antigas, a construção do anteriormente designado Convento de Mafra, ficou a dever-se ao feliz acontecimento que permitiu assegurar a sucessão do Rei D. João V, cumprindo um voto divino, sugerido pelos frades da Ordem de S. Francisco da Província da Arrábida, em proveito das suas pretensões religiosas, de fundarem um convento na Vila, as quais foram enfim contempladas. O nascimento da Infanta Dona Maria Bárbara, em 1711, após três anos de casamento de sua mãe, a Rainha Dona Mariana de Áustria, veio tranquilizar a Casa Real.

Após algumas divergências quanto à futura localização do convento, foi escolhido um sítio designado por Alto da Vela e em 1717, o Rei lançou a primeira pedra para iniciar a construção, que ficou oficialmente concluída em 1750, ano do falecimento de D. João V, apesar dos trabalhos continuarem, de facto, durante os reinados de D. José I, D. Maria I e D. João VI.

A data da sagração do Convento e da Basílica, ocorrida em 1730, foi imposta para coincidir com o 41º aniversário do Rei, apesar dos trabalhos estarem ainda muito atrasados e mau grado ter sido entregue a um arquitecto de nomeada, João Frederico Ludwig (Ludovici), alemão que depois nesse ano, foi substituído por um outro arquitecto português, de nome Custódio Vieira.

Algumas curiosidades neste acto de sagração, têm a ver com os respectivos festejos que duraram oito dias, com uma assistência, inusitada para a época, de cerca de 65 mil pessoas e com o facto das cerimónias religiosas terem sido presididas pelo primeiro Cardeal Patriarca do reino, de nome D. Tomás de Almeida.

Os materiais vieram de Itália e do Brasil mas, em Pero Pinheiro foi extraída toda a pedra mármore necessária para a obra e nos seus trabalhos se envolveram Mestres portugueses de escultura – José de Almeida e Manuel Dias e de pintura – Francisco Vieira Lusitano, formados pela primeira Escola de Belas Artes do país, consequência indirecta da edificação deste complexo monumental..

Do Palácio Real de Mafra saíram para o exílio dois reis: D. João VI, temporariamente e D. Manuel II em definitivo e foi já em pleno regime republicano, que o velho Paço passou a ter a designação actual - Palácio Nacional de Mafra, o qual é apenas uma das três áreas do Monumento. Os restantes são a Basílica e o extinto Convento. As suas referências mais emblemáticas são, indubitavelmente os dois carrilhões, instalados nas majestosas torres da Basílica e ainda a Biblioteca.

Texto
Luís Marques Gama
Fotografia
A. Seixas e J. Justo
Formato brochura
220x255x8mm e 80 pág.
Formato caderno
215x255mm e 16 pág.
Preço capa
14 €
Preço capa de caderno
5 €
Ano de edição
1992

Títulos Tipologia Idioma C. Artigo C. Barras

Mafra, Palácio Nacional

caderno Português
02.005
978972918107-1
Mafra, Palacio Nacional caderno Espanhol
02.011
não atribuido
Palácio Nacional de Mafra brochura Poliglota
Português
Francês
Inglês
Alemão
02.001
978972918102-0